Passageiros com bilhetes baratos são os últimos a embarcar

As novas normas suscitaram muitas críticas

A companhia aérea britânica British Airways anunciou esta segunda-feira que, a partir do próximo dia 12 de dezembro, os passageiros que tenham comprado bilhetes mais baratos serão os últimos a ser chamados para embarcar nos voos.

De acordo com as novas normas, que suscitaram muitas críticas, a companhia atribuirá aos passageiros um número entre um e cinco impresso no cartão de embarque. O número mais alto corresponderá às tarifas "económicas" e o mais baixo aos que viajam em "primeira classe".

A British Airways explicou que essa política pretende simplificar o processo de embarque, mas os críticos consideram que se está a impor "um sistema de classes".

A companhia esclareceu que os passageiros que se deslocam com crianças ou que têm algum problema de mobilidade podem embarcar antes dos outros.

"Estamos sempre a analisar diferentes formas de melhorar e simplificar a experiência do aeroporto para os nossos clientes. No próximo mês, vamos introduzir novos procedimentos de embarque para acelerar o processo e torná-lo mais fácil para os passageiros", disse um porta-voz da companhia, citado pela agência Efe.

"Este método já é há anos usado por companhias aéreas de todo o mundo como a American Airlines, Iberia e Qatar", apontou.

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Henrique Burnay

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Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.