Parque eólico offshore vai "nascer" ao largo de Viana do Castelo

A fase de testes, que decorreu durante cinco anos no mar, está concluída

A instalação do primeiro parque com várias turbinas ao largo de Viana do Castelo é a nova etapa do projeto eólico Windfloat, em fase de conceção, anunciou hoje à Lusa a EDP.

Em comunicado, a empresa, que lidera o consórcio que desenvolve o novo projeto, explicou "estar concluída a fase de testes, que decorreu durante cinco anos no mar, estando em fase de conceção o projeto do primeiro parque eólico 'offshore' flutuante com esta tecnologia", designado WindFloat Atlantic, que será instalada em Viana do Castelo".

O futuro parque, adiantou a EDP, "tem já comprometidos fundos nacionais de Investigação & Desenvolvimento (I&D) e europeus, ao abrigo do programa NER 300".

Coordenado pela EDP, através da EDP Renováveis, "o WindFloat é desenvolvido por um consórcio que integra o parceiro tecnológico Principle Power, a Repsol, a capital de risco Portugal Ventures e a metalúrgica A. Silva Matos".

Para o administrador da EDP Inovação, Luís Manuel, citado naquela nota, "o WindFloat é o mais bem-sucedido projeto de I&D na área das renováveis 'offshore' em Portugal, posicionando o país e os parceiros envolvidos na liderança mundial da tecnologia eólica offshore flutuante".

"Acreditamos que no futuro haverá muitos mais parques 'offshore' flutuantes no mundo", acrescentou o gestor da EDP.

Segundo a empresa, com a conclusão da primeira fase de testes do WindFloat, um protótipo pioneiro de produção de energia eólica assente numa plataforma em pleno mar junto à Póvoa do Varzim, a eólica será rebocada de regresso ao porto, operação a concluir durante o verão".

"No seu lugar, na Aguçadoura, será instalada uma nova tecnologia. O projeto WindFloat terá continuidade uns quilómetros a norte, em Viana do Castelo, onde será instalado o primeiro parque eólico 'offshore' flutuante com esta tecnologia, um projeto que permitirá preparar toda a cadeia de valor para a posterior entrada em fase de exploração comercial", explicou.

Os testes realizados durante cinco anos, defendeu a EDP, "provaram a fiabilidade da solução tecnológica em condições climatéricas adversas, tendo resistido a ondas com mais de 17 metros e ventos superiores a 60 nós".

"Tempestades marítimas que não comprometeram a capacidade de produção da turbina eólica assente numa plataforma flutuante. Único no mundo, o WindFloat gerou e injetou na rede elétrica nacional mais de 17 GWh, demonstrando elevados níveis de disponibilidade", frisou.

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