Outlooks das agências de ratings deviam "ser um pouco mais positivos" 

Ministro do Planeamento e das Infraestruturas disse que "está, pelo menos, na altura" das perspetivas das agências serem melhores

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, afirmou hoje que "já está, pelo menos, na altura" de os 'outlooks' das agências internacionais de 'rating' sobre Portugal "começarem a ser um pouco mais positivos".

"Já está, pelo menos, na altura de os 'outlooks' [perspetivas] começarem a ser um pouco mais positivos", disse o governante no ECO Talks, em Lisboa, para o qual foi convidado a falar sobre o Programa Nacional de Reformas (PNR).

O ministro afirmou que a economia está melhor, que as contas públicas estam controladas e que o sistema financeiro está "muito mais estabilizado".

Apesar disso, o ministro entende que o caminho do Governo português vai no sentido de ter pelo menos a revisão positiva dos 'outlooks', o que já começa a ser sinalizado por alguns analistas", sublinhou.

Reportando-se aos maiores riscos que Portugal tem pela frente, Pedro Marques apontou "o ambiente externo" a nível económico e a incerteza internacional com as eleições em França e na Alemanha.

"Temos riscos de um ambiente externo que não são negligenciáveis e que temos de estar muito atentos", disse, embora manifeste confiança em que os europeus "façam escolhas europeístas e não divisionistas".

Em relação às notícias sobre a nomeação de Miguel Frasquilho, ex-presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, para presidente do Conselho de Administração da TAP, o ministro disse apenas que quando quiser anunciar em definitivo a equipa da TAP o fará.

Em meados de março, o presidente-executivo da TAP, Fernando Pinto, disse que gostava de continuar na liderança da companhia quando se consumarem as alterações no quadro acionista promovidas pelo Governo, em que o Estado fica com 50% do capital.

"Agora é o aniversário da TAP e não é a altura para falar nisso", disse Fernando Pinto depois de questionado se estava disponível para se manter no comando da companhia aérea, à margem do evento que marcou então os 72 anos da TAP, no hangar 6 do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Face à insistência dos jornalistas, Fernando Pinto admitiu na ocasião que estava "muito satisfeito com a empresa" e "muito realizado" a nível profissional, sublinhando que, quando assim é, "qualquer CEO [presidente-executivo] deve querer ficar".

Confrontado também, na altura, com a escolha de Miguel Frasquilho para presidir ao Conselho de Administração da TAP, Fernando Pinto disse que a mesma "ainda não está oficializada", mas garantiu que o responsável é "muito respeitado" pela atual equipa de gestão.

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