Orçamentos familiares encolhem com inflação

Custo de bens alimentares, energia transportes, educação, restaurantes e hotéis aumentaram acima do nível geral de preços em 2017.

O preço de vários bens alimentares cresceu, em 2017, acima do valor homólogo da inflação geral apurado em dezembro último. O mesmo sucedeu com alguns produtos e serviços no setor da energia (combustíveis e gás), transportes, educação e saúde. Pelo menos dois terços do orçamento familiar foi tocado, em maior ou menor grau, pela subida do custo de vida.

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Ricardo Paes Mamede

DN+ Queremos mesmo pagar às pessoas para se reproduzirem?

De acordo com os dados do Banco Mundial, Portugal apresentava em 2016 a sexta taxa de fertilidade mais baixa do mundo. As previsões do INE apontam para que a população do país se reduza em mais de 2,5 milhões de habitantes até 2080, caso as tendências recentes se mantenham. Segundo os dados da OCDE, entre os países com economias mais avançadas Portugal é dos que gastam menos com políticas de apoio à família. Face a estes dados, a conclusão parece óbvia: é preciso que o Estado dê mais incentivos financeiros aos portugueses em idade reprodutiva para que tenham mais filhos.