EDP considera baixo o preço oferecido pela China Three Gorges

A elétrica nacional afirma que "o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da EDP"

A EDP -- Energias de Portugal considera que o preço oferecido pela China Three Gorges (Europe) para adquirir a elétrica portuguesa é baixo, numa nota enviada hoje à Comissão do Mercado do Valores Mobiliários (CMVM).

"O Conselho de Administração Executivo considera que o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da EDP e que o prémio implícito na oferta é baixo considerando a prática seguida no mercado Europeu das 'utilities' nas situações onde existiu aquisição de controlo pelo oferente", é referido na nota.

Na sexta-feira, a China Three Gorges lançou uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) voluntária sobre o capital da EDP, oferecendo uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, o que representa um prémio de 4,82% face ao valor de mercado.

A China Three Gorges, que já detém 23,27% do capital social da EDP, pretende manter a empresa com sede em Portugal e oferece uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação

Na informação enviada hoje à CMVM, a empresa adianta ter dado início aos procedimentos internos e irá pronunciar-se em "devido tempo sobre os demais termos da oferta" que serão dados a conhecer ao Conselho de Administração Executivo da EDP através do envio pela China Three Gorges (Europe) "do projeto de prospeto que incluirá o detalhe relevante do Projeto Industrial".

Na segunda-feira, a agência Bloomberg já tinha avançado que a EDP - Energias de Portugal estava a preparar-se para rejeitar a OPA alegando que o valor proposto é baixo.

A CTG, que já detém 23,27% do capital social da EDP, pretende manter a empresa com sede em Portugal e oferece uma contrapartida de 3,26 euros por cada ação, o que representa um prémio de 4,82% face ao valor de mercado e avalia a empresa em cerca de 11,9 mil milhões de euros.

As ações da EDP fecharam na segunda-feira a subir 9,32% para 3,40 euros.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.