UGT quer subida do salário mínimo para 585 euros no próximo ano

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva

A política reivindicativa da UGT para 2017/2018 defende ainda a subida do salário mínimo para 585 euros e a reposição dos escalões do IRS no próximo ano

A UGT defendeu esta quarta-feira um aumento médio dos salários entre 3% e 4%, a subida do salário mínimo para 585 euros e a reposição dos escalões do IRS no próximo ano.

As linhas gerais da política reivindicativa da UGT para 2017/2018 foram apresentadas em conferência de imprensa esta tarde pelo secretário-geral da central sindical, Carlos Silva, no final da reunião do secretariado nacional.

"O Governo tem de continuar a fazer um esforço maior em função do ritmo do crescimento económico", defendeu o líder da UGT.

Carlos Silva lembrou que, apesar da reversão de algumas medidas de austeridade, "há cerca de dois milhões de portugueses que estão no limiar da pobreza e há muita gente que trabalha e continua a ser pobre".

Daí que a UGT reivindique que, até 2019, o salário mínimo atinja os 600 euros e que, para o próximo ano, o patamar mínimo para a negociação sejam os 585 euros.

Quanto à atualização salarial para 2018, a central sindical volta a propor, tal como para 2017, um aumento médio dos salários entre 3% e 4%, que deverá ter em conta a situação específica de cada empresa e setor.

Carlos Silva criticou ainda a atual "carga fiscal elevadíssima" e defendeu a reposição dos oito escalões do IRS bem como a revisão das taxas de imposto: "Deve ser dado este benefício a quem ganha menos, mas a classe média foi altamente castigada nestes últimos anos".

O aumento de todas as pensões e a atualização do Indexante de Apoios Sociais (IAS) em 4,4% é outra das reivindicações da UGT para o Orçamento do Estado para 2018.

No âmbito do combate à precariedade, Carlos Silva sublinhou que as empresas que "de forma abusiva, ano após ano, continuam a fazer rotação de contratos" têm de ser penalizadas e que deve ser o Estado a impor essa penalização.

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