Novo Banco. Modelo de venda escolhido só com propostas finais

António Ramalho já afirmou que o plano de reestruturação do NB está encerrado, mas se a venda não for concluída em 2016, há mais 500 funcionários que podem sair do banco

O Banco de Portugal só vai decidir qual o modelo de venda do Novo Banco - se venda direta a institucionais ou dispersão de parte do capital em bolsa - depois de os interessados na compra do banco de transição entregarem as suas propostas finais, apurou o DN/Dinheiro Vivo junto de fonte conhecedora do processo.

Os quatro interessados na venda direta - BPI, BCP, Apollo/Centerbridge e Lone Star - e o interessado na compra de uma parte do capital, os chineses do grupo Misheng, têm até 4 de novembro para entregar as suas propostas finais, segundo a data avançada pelo Expresso e confirmada pelo Dinheiro Vivo. Só depois é que o Banco de Portugal estará na posse de toda a informação relevante para decidir qual a melhor forma de vender o banco que nasceu dos ativos saudáveis do BES.

O Banco de Portugal esperava, no final deste mês, ter reunido todos os elementos técnicos que permitissem a tomada de uma decisão sobre o modelo de venda. O IPO do Novo Banco é uma opção que começa a ganhar força, com o interesse dos chineses do Misheng. O grupo quer uma participação que ronda os 50% do Novo Banco, a comprar diretamente; o resto do capital será vendido em bolsa numa segunda fase, que não terá de ser logo a seguir à venda a um investidor institucional - o modelo aprovado pela CMVM, que não quer ver o Novo Banco vendido numa operação em bolsa para particulares.

Com a entrega das propostas finais no início de novembro é possível manter o calendário de venda do Novo Banco até ao final do ano, cumprindo as metas do Banco de Portugal. Inicialmente o objetivo era definir o modelo de venda ainda no verão mas a decisão foi atrasada para que os interessados pudessem melhorar as suas propostas - que estão muito abaixo dos 4,9 mil milhões de euros que o Fundo de Resolução injetou no Novo Banco - e para que o BCP e o BPI pudessem estabilizar as suas bases acionistas, como noticiou o DN/Dinheiro Vivo.

O BCP está em negociações exclusivas para que a Fosun fique com 16,7% do capital e o BPI já aprovou a desblindagem dos estatutos que permite que a oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank avance. O banco catalão aguarda agora as restantes autorizações regulatórias para registar a OPA mas o presidente executivo, Gonzalo Gortázar, já veio dizer que o foco é na compra da entidade liderada por Fernando Ulrich, não sendo certa a posição em relação ao banco de transição.

Se o Novo Banco não for vendido até ao final do ano terá de avançar com uma redução de mais 500 funcionários, mesmo depois do presidente do banco, António Ramalho, ter dito no Parlamento que o plano de reestruturação estava concluído. A decisão não é nova: o Banco de Portugal já tinha avisado que um atraso na venda obrigaria a uma reestruturação mais profunda e à redução de mais trabalhadores. E o ministro das Finanças, Mário Centeno, admitiu a Bruxelas que se o Novo Banco não estiver vendido até agosto de 2017 avançará para liquidação.

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