Nestlé quer 400 trabalhadores no novo centro de serviços 

Indústria Multinacional prevê investir nos próximos 18 a 20 meses mais de 40 milhões nas fábricas do Porto e em Avanca

A Nestlé Portugal quer aumentar neste ano em 14% o número de trabalhadores, depois de ter fechado 2017 com 1922 colaboradores. O novo centro que presta serviços para vários mercados europeus deverá absorver a maioria das contratações. "Esta é a área onde estamos a contratar mais", admite Paolo Fagnoni, diretor-geral da Nestlé Portugal. As receitas da empresa cresceram 2,9%, para 486 milhões em 2017. Até março, as receitas subiram 6% para 117 milhões. Mais de 40 milhões é o investimento previsto nas fábricas no Porto e Avanca.

O novo centro de serviços já começou a funcionar no edifício-sede da Nestlé, em Linda-a-Velha. A Quinta da Alagoa, em Cascais, chegou a ser apontada como a futura localização. Já foi tomada uma decisão? "O processo está ongoing", afirma Paolo Fagnoni. "Ainda não temos todos os elementos para decidir sobre esse local ou outro." Daqui a "dois ou três meses" contam ter uma decisão final sobre "se ficamos [na sede] ou procuramos outra solução". Até ao final do ano ou início de 2019, a Nestlé quer ter 400 pessoas a trabalhar no centro de serviços. Neste momento, 140 pessoas já estão a prestar apoio na área de processamento de encomendas, compras e desenvolvimento de media sociais digitais, para mercados como Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Escandinávia, Itália (arranca ainda em maio) e França em breve. A sede em Linda-a-Velha tem cerca de 700 pessoas, tendo capacidade para acolher até mil.

Depois de um crescimento de 6% nas vendas da Nestlé até março, Paolo Fagnoni admite que este ritmo não deverá manter-se nos trimestres seguintes apontando um crescimento anual em linha com 2017: "Esperamos crescer entre 2% e 3%", diz. No ano passado 67% das compras da Nestlé foram a fornecedores locais: 150 milhões.

A Nestlé vai continuar a investir na área de produção, estando previsto injetar mais de 40 milhões nas fábricas do Porto (café torrado) e Avanca (cereais) nos próximos 18 a 20 meses. Desse montante, "entre 70% e 80%" será realizado neste ano.

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