Montepio perde administrador e presidente da comissão de auditoria

Luís Guimarães renunciou ao cargo de vogal não executivo do conselho de administração bem como ao cargo de presidente da comissão de auditoria.

O Banco Montepio anunciou esta sexta-feira a saída de Luís Eduardo Henriques Guimarães do cargo de administrador não executivo do banco.

"Luís Eduardo Henriques Guimarães apresentou a sua renúncia ao cargo de vogal não executivo do conselho de administração do Banco Montepio, bem como ao cargo de presidente da comissão de auditoria", anunciou o banco num comunicado divulgado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O Público tinha já noticiado o pedido de renúncia, adiantando que por detrás de decisão de Luís Guimarães está "um conjunto de aspetos relacionados com a gestão", nomeadamente o fator "instabilidade da governação".

Segundo o jornal, "as movimentações no topo do Banco Montepio deram mais um sinal de que as tensões e divisões dentro da gestão se estão a acentuar". No início de agosto, Luís Guimarães comunicou ao presidente do Montepio, Carlos Tavares, que se demitia dos cargos que exercia no banco alegando, "entre outros aspetos, falta de condições para exercer a função de forma independente", de acordo com o jornal.

A informação foi reportada ao Banco de Portugal, o que levou a um pedido da ainda vice-governadora, Elisa Ferreira, para que Luís Guimarães continuasse em funções até ao final de 2019.

Segundo o jornal, a 6 de agosto, o Banco de Portugal recebeu uma carta de Luís Guimarães, a comunicar que tinha informado Carlos Tavares da sua renúncia aos dois cargos, com efeito a partir de 30 de setembro.

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Maria Antónia de Almeida Santos

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De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.