Microsoft obriga empresas fornecedoras a pagar licença parental aos trabalhadores

Gigante tecnológico assume que pode ter de arcar este custo, mas está disposta a suportar esse valor em virtude do reconhecimento do valor das pessoas que contribuem para o sucesso da Microsoft embora vinculadas a outras empresas

A Microsoft, nos EUA, anunciou nesta quinta-feira que vai exigir às empresas parceiras que lhe fornecem serviços que estas ofereçam licença parental paga aos seus funcionários. A gigante tecnológica sustenta que as ditas organizações devem oferecer um mínimo de 12 semanas de licença de paternidade aos seus funcionários, com um subsídio semanal mínimo de 1000 dólares (857 euros).

Esta exigência aplica-se a empresas com, pelo menos, 50 funcionários e abrange instituições que realizem tarefas "substanciais para a Microsoft" - sendo que não é especificado o que se quer dizer com a palavra "substanciais".

"Há muito tempo que reconhecemos que a saúde e o bem-estar dos nossos funcionários ajudam a Microsoft a ter sucesso", disse Dev Stahlkopf, vice-presidente Microsoft. "Também sabemos que confiamos numa gama ampla de outras empresas para nos fornecer bens e serviços. As pessoas que trabalham para nossos fornecedores também são essenciais para o nosso sucesso", disse Stahlkopf.

A Microsoft garante que vai ajudar os seus parceiros a cumprir a nova política e admite "que isso pode resultar num aumento de custos para a Microsoft", uma vez que o custo de mão de obra acrescido deverá refletir-se no preço cobrado pelo serviço prestado. A gigante de Redmond garante que está na disposição de suportar esse custo.

Esta não é a primeira vez que a Microsoft toma uma atitude deste tipo: em 2015, exigiu que todos os fornecedores oferecessem folga aos funcionários.

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