"Marcelfie": já pode tirar "selfies" com Marcelo sem estar ao lado dele

A aplicação é gratuita e está disponível a partir desta sexta-feira na Google Play Store

A ideia surgiu há um mês, mas os resultados da pesquisa recente da Eurosondagem, segundo a qual 52% dos portugueses gostariam de tirar uma selfie com o Presidente Marcelo, acabou por justificar o timing de lançamento da "Marcelfie", uma aplicação para telemóvel que permite tirar fotografias com o Chefe de Estado. A app está disponível a partir desta sexta-feira na Play Store.

"Estamos até a fazer um favor ao Presidente. Segundo a sondagem, pelo menos mais 5 milhões de portugueses gostariam de pedir para tirar uma fotografia com Marcelo, por isso estamos a poupar-lhe trabalho", explica ao DN Manuel Soares de Oliveira, diretor da agência Mosca Digital, que lançou a aplicação gratuita, ainda só disponível para Android, apesar de já estar a ser criada a versão para iOS.

A agência gostaria de ter uma reação do próprio Marcelo Rebelo de Sousa, mas acredita que o Presidente irá gostar da brincadeira: "É um Presidente com sentido de humor", diz o diretor da Mosca Digital.

Por isso, e como sugere a agência, se quer "provocar a inveja dos seus amigos", baixe a app e fique com uma selfie como esta, onde aparece o Manuel Soares de Oliveira com o Presidente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.