Mais de um quinto dos benefícios fiscais não tem objetivo definido

Governo quer poupar 90 milhões por ano até 2023. Grupo de trabalho recomenda extinguir ou reclassificar casos onde não há fins claros nos apoios.

Opacos, dispersos, e sem escrutínio. Há mais de meio milhar de benefícios de fiscais e em pelo menos 127 deles, ou mais de um quinto, não se descortinam objetivos económicos ou sociais que os justifiquem. A conclusão é de um grupo de 12 especialistas nomeado no ano passado pelo governo para apoiar a revisão dos 542 itens espalhados por mais de 60 diplomas que este ano se prevê que gerem uma despesa fiscal de 11,7 mil milhões de euros.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.