Mais de dois terços do combustível vendido é simples

Desde 17 de abril de 2015 é obrigatória a venda de combustível simples em todos os postos de abastecimento

Mais de dois terços do combustível vendido em julho nos postos de abastecimento nacionais foi simples, com os hipermercados a perderem quota de mercado para os postos tradicionais, segundo a Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC).

De acordo com a radiografia ao mercado publicada esta segunda-feira pela ENMC, relativa ao mês de julho, 68,1% do gasóleo comercializado foi simples (sem aditivos), contra 31,90% de aditivado, e na gasolina 67,84% vendida foi simples, face a 24,62% de gasolina aditivada.

No mesmo mês, as três principais marcas - Galp, BP e Repsol - venderam 60% do combustível, seguidas pelas 'outras marcas', que representaram 21% das vendas, enquanto os postos dos hipermercados aparecem na terceira posição, com 18,83% do combustível vendido.

Antes da introdução dos combustíveis simples, os postos de abastecimento dos hipermercados chegaram a liderar o mercado dos combustíveis, com uma quota superior a 30%, ultrapassando inclusive o líder de mercado, a Galp Energia, segundo dados fornecidos pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED).

O combustível simples, que desde 17 de abril de 2015 é obrigatoriamente vendido em todos os postos de abastecimento, é aquele que sai diretamente da refinaria para o consumidor, sem qualquer aditivação.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.