Lucro do grupo Ikea aumenta para 4,2 mil milhões de euros

Registou-se ainda um aumento de 7,4% das vendas

O lucro do grupo sueco de mobiliário Ikea aumentou 20% para 4,2 mil milhões de euros no ano fiscal de 2016 face a 2015, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado, o grupo reportou ainda um aumento de 7,4% das vendas para 35,1 mil milhões de euros no período entre 01 de setembro de 2015 a 31 de agosto de 2016.

"O forte crescimento das vendas foi determinante para os bons resultados da Ikea no ano financeiro de 2016. Com o objetivo de se tornar líder no retalho multicanal de mobiliário e decoração, o grupo IKEA tem vindo a reforçar a aposta em novos formatos de loja e nas vendas 'online', para ir ao encontro das necessidades e expectativas dos seus clientes", refere a empresa.

Ao longo do exercício fiscal de 2016 a Ikea diz ter registado um aumento do número de visitas quer às lojas, quer à sua página na Internet, para 783 milhões e 2,1 mil milhões, respetivamente.

Segundo sustenta o grupo sueco, as novas lojas e as vendas 'online' "têm cada vez mais expressão" nos resultados, "ainda que o grande contributo provenha das lojas comparáveis".

No ano fiscal de 2016, o grupo Ikea inaugurou 12 novas lojas, incluindo mais uma em Portugal

A nível geográfico, adianta, o crescimento "está bem distribuído pelos mercados", tendo a China continuado a ser "um dos países onde a Ikea registou maior crescimento", enquanto a Alemanha, EUA, França, Reino Unido e Suécia foram os mercados com maior volume de vendas.

No ano fiscal de 2016, o grupo Ikea inaugurou 12 novas lojas em países, incluindo Portugal (Braga, em março passado), e abriu 19 novos 'order' e 'pick-up points' para pedido e recolha de encomendas, desenvolvendo em paralelo a sua rede de distribuição multicanal.

Ao nível da sustentabilidade, o grupo Ikea anunciou hoje o investimento de mil milhões de euros "para garantir que, a longo prazo, os seus produtos provêm de matérias-primas mais sustentáveis", quer através da silvicultura, quer de empresas especializadas em reciclagem, ampliação do parque de energias renováveis e desenvolvimento de biomateriais.

Este valor acresce aos 1,5 mil milhões de euros já investidos em projetos de energia solar e eólica desenvolvidos desde 2009 e aos 600 milhões de euros também aplicados nesta área, no âmbito do objetivo definido pelo grupo de, até 2020, ser independente a nível energético.

Em Portugal, a estratégia da Ikea passa por ter um total de 10 pontos de contacto até 2025, tendo a empresa sueca acabado de disponibilizar uma loja 'online' para todo o país e preparando-se para abrir a primeira loja no Algarve, em Loulé.

Ler mais

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.