Lucro da EDP cai 16% nos primeiros nove meses do ano

Situa-se agora nos para os 615 milhões de euros

O resultado líquido da EDP totalizou 615 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2016, um recuo de 16% face a igual período de 2015, anunciou hoje a elétrica liderada por António Mexia.

Excluindo os impactos não recorrentes registados, o resultado líquido ajustado ascendeu a 661 milhões de euros até setembro, um aumento de 17% em relação ao homólogo, impulsionado pela venda de ativos de gás à Redexis, a aquisição de um participação adicional de 50% na central de Pecém I e penalizado pelo registo de imparidade no BCP e o pagamento da contribuição extraordinária sobre o setor energético (CESE).

Até setembro, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) fixou-se nos 2.893 milhões de euros, um decréscimo de 3% face aos 2.991 milhões de euros de igual período de 2015.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.