Lisgráfica entra em processo de insolvência

Em maio de 2013, os credores aprovaram o plano de viabilização da Lisgráfica, que contemplou uma reestruturação do passivo da empresa e previa um redimensionamento

A Lisgráfica anunciou esta sexta-feira que "foi determinado o encerramento" do Processo Especial de Revitalização da empresa, que teve início em junho de 2017, e criado o "processo de insolvência" da gráfica.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Lisgráfica adianta que "foi notificada pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste/Juízo de Comércio de Sintra - Juiz 1 de despacho de encerramento de processo e cessação de funções do administrador judicial provisório, nos termos do qual foi determinado o encerramento, por recusa de homologação, do Processo Especial de Revitalização da Lisgráfica iniciado em 27 de junho de 2017".

Foi ainda determinada "a criação de processo de insolvência, nos termos previstos no Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas", concluiu a gráfica.

Em junho de 2017, a empresa apresentou um novo Plano Especial de Revitalização (PER), com o objetivo de recalendarizar o seu passivo, o qual foi aprovado pelos credores em 20 de dezembro de 2017 e homologado em 19 de fevereiro de 2018, adianta a empresa, no seu relatório e contas relativo ao ano passado.

Em 13 de abril de 2018, e no seguimento de recurso interposto por alguns credores, o tribunal veio anular a sentença de homologação e definir prazo para nova votação do PER apresentado pela Lisgráfica.

Esta situação não foi inédita, uma vez que, no final de 2012, a empresa também tinha aderido a um PER para renegociar com os credores as dívidas e evitar a falência.

No ano passado, a Lisgráfica registou prejuízos de 1,9 milhões de euros, "uma melhoria significativa face a 2016"

Em maio de 2013, os credores aprovaram o plano de viabilização da Lisgráfica, que contemplou uma reestruturação do passivo da empresa e previa um redimensionamento.

No ano passado, a Lisgráfica registou prejuízos 1,9 milhões de euros, "uma melhoria significativa face a 2016", quando teve perdas de 3,9 milhões de euros.

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