"Lei da Uber": Contribuição de 5% divide plataformas

Uber, Cabify e Taxify terão de pagar contribuição por cada viagem. Diploma será apreciado de novo por Marcelo Rebelo de Sousa.

As plataformas eletrónicas de transportes vão ter de pagar uma contribuição de 5% sobre cada viagem realizada. Esta foi a principal alteração à lei do transporte de passageiros em veículos descaracterizados (conhecida como “Lei da Uber”) aprovada pelos deputados do PS, PSD e PAN esta quinta-feira na Assembleia da República. Uber, Cabify e Taxify reagiram de forma diferente a esta aprovação.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?