Kylie Jenner precisou de dois minutos para se tornar milionária

A revista Forbes destacou-a na capa e diz que a caçula das Kardashian poderá mesmo ultrapassar Mark Zuckerberg

Quem diria que a mais nova das irmãs Kardashian poderia superar Mark Zuckerberg? Pode acontecer, vaticina a Forbes. Kylie Jenner está no caminho para ser a primeira pessoa a tornar-se milionária - por conta própria - antes dos 23 anos, a idade em que o fundador do Facebook ganhou o primeiro milhão. Kylie Jenner faz 21 em agosto - o mês em que a revista Forbes lhe dedica uma capa -, e precisou de apenas dois minutos para fazer fortuna.

Os dois minutos nem sequer foram seguidos. A fortuna aconteceu-lhe, parece. A caçula dos Jenner contou à revista que precisou de parar "um minuto" para ter uma ideia de negócio.

Em novembro de 2015 lançou, timidamente, uma linha de cosméticos: no início era apenas um conjunto de batons, vendidos online, e que custavam 25 euros. Um minuto depois de ter publicitado o pack de maquilhagem, este já tinha esgotado.

Agora, a empresa de cosméticos que criou, a "Kylie Cosmetics", levou-a à capa da Forbes que a descreve como uma das 60 self-made woman mais ricas da América. O seu império vale 770 milhões de euros. Só o ano passado a empresa faturou 250 milhões.

Na capa da revista, Kylie Jenner surge sem decotes, não há pele à vista. É uma Kardashian vestida de forma profissional: cabelo apanhado e um tailleur preto, formal.

Dois minutos, portanto, foi o tempo que precisou para perceber que podia ficar rica. Tinha umas poupanças - 214 mil euros, ganhos com o trabalho de modelo -, e decidiu criar uma empresa.

Kylie tem apenas 20 anos e a sua empresa emprega 500 pessoas. Já não vende só batons, mas também sombras de olhos, iluminadores e bases. As irmãs colaboram no negócio de vez em quando - ela é, agora, a mais rica das Kardashians.

Os 770 milhões de euros que a "miúda" atingiu em apenas três anos, lembra o El País, diz muito sobre a jovem, que vem demonstrar que "esta família - com uma mãe, dois pais, seis filhos e sete netos - é muito mais do que gritos e prantos em prime time".

A Forbes, que lhe dedica ainda uma longa entrevista, refere e reforça: Kylie é a pessoa mais jovem a aparecer no ranking das mulheres mais ricas que fizeram fortuna por elas mesmas, uma lista que a revista publica já há quatro anos.

A culpa é do reality show "Keeping Up With The Kardashians", que trouxe fama à família, mas também do Instagram, onde a empresária tem 111 milhões de seguidores. Foi na plataforma que o negócio arrancou e engordou. Não que agora necessite da rede social - o negócio está mais forte do que nunca.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Bernardo Pires de Lima

Os europeus ao espelho

O novo equilíbrio no Congresso despertou em Trump reações acossadas, com a imprensa e a investigação ao conluio com o Kremlin como alvos prioritários. Na Europa, houve quem validasse a mesma prática. Do lado democrata, o oxigénio eleitoral obriga agora o partido a encontrar soluções à altura do desafio em 2020, evitando a demagogia da sua ala esquerda. Mais uma vez, na Europa, há quem esteja a seguir a receita com atenção.

Premium

Rogério Casanova

O fantasma na linha de produção

Tal como o desejo erótico, o medo é uma daquelas emoções universais que se fragmenta em inúmeras idiossincrasias no ponto de chegada. Além de ser contextual, depende também muito da maneira como um elemento exterior interage com o nosso repositório pessoal de fobias e atavismos. Isto, pelo menos, em teoria. Na prática (a prática, para este efeito, é definida pelo somatório de explorações ficcionais do "medo" no pequeno e no grande ecrã), a coisa mais assustadora do mundo é aparentemente uma figura feminina magra, de cabelos compridos e desgrenhados, a cambalear aos solavancos na direcção da câmara. Pode parecer redutor, mas as provas acumuladas não enganam: desde que foi popularizada pelo filme Ring em 1998, esta aparição específica marca o ponto em filmes e séries ocidentais com tamanha regularidade que já se tornou uma presença familiar, tão reconfortante como um peluche de infância. É possível que seja a exportação japonesa mais bem-sucedida desde o Toyota Corolla e o circuito integrado.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Adeus, futuro. O fim da intimidade

Pelo facto de dormir no quarto da minha irmã (quase cinco anos mais velha do que eu), tiveram de explicar-me muito cedo por que diabo não a levavam ao hospital (nem sequer ao médico) quando ela gania de tempos a tempos com dores de barriga. Efectivamente, devia ser muito miúda quando a minha mãe me ensinou, entre outras coisas, aquela palavra comprida e feia - "menstruação" - que separava uma simples miúda de uma "mulherzinha" (e nada podia ser mais assustador). Mas tão depressa ma fez ouvir com todas as sílabas como me ordenou que a calasse, porque dizia respeito a um assunto íntimo que não era suposto entrar em conversas, muito menos se fossem com rapazes. (E até me lembro de ter levado uma sapatada na semana seguinte por estar a dizer ao meu irmão para que servia uma embalagem de Modess que ele vira no armário da casa de banho.)