Juro de menos de 2% poupa 30 milhões na fatura ao FMI

Tesouro financiou-se ontem ao juro mais baixo de sempre no prazo a dez anos. Governo aproveita e acelera pagamento ao FMI.

Portugal conseguiu o juro mais baixo de sempre em leilões de dívida a dez anos. E vai aproveitar para reforçar os pagamentos ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O Tesouro foi ontem ao mercado buscar 1,25 mil milhões de euros com um juro de 1,939%, o que pode representar uma poupança de 30 milhões de euros em relação aos empréstimos do FMI. A emissão foi feita a menos de metade do juro que a instituição liderada por Christine Lagarde cobra nos empréstimos concedidos a Portugal: 4,3%.

A taxa obtida no leilão de ontem implica que o Tesouro vai pagar um juro anual de 24 milhões de euros. Mas se tivesse sido exigido o juro cobrado pelo FMI a fatura seria de quase 54 milhões de euros por ano.

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.