Jimmy Choo põem-se à venda

Marca de sapatos e acessórios britânica foi popularizada na série "O Sexo e a Cidade"

A Jimmy Choo, marca de sapatos e acessórios popularizada na série O Sexo e a Cidade, está à venda. O Conselho de Administração da empresa britânica decidiu aceitar ofertas de compra como parte da "estratégia de revisão do negócio", tendo por objetivo "maximizar o valor da marca" para os acionistas.

A operação conta com o apoio do acionista maioritário JAB Luxury, que detém 67,66% da empresa, diz a Jimmy Choo num comunicado, no qual se diz que ainda não chegou nenhuma oferta de compra.

Em 2016, a empresa cresceu 15% ao nível da faturação até aos 429 milhões de euros. Os lucros aumentaram 16% para os 69 milhões de euros.

A Jimmy Choo, que na série O Sexo e a Cidade era uma das marcas favoritas da personagem Carrie Bradshaw, interpretada por Sarah Jessica Parker, tem 150 lojas em todo o mundo. Foi fundada em 1996 por Tamara Mellon e Jimmy Choo, os quais mais tarde venderam as suas ações.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?