"Investir em imobiliário para turismo e vender aos estrangeiros é bom"

Jean Tirole é francês e vai fazer 65 anos no próximo mês de agosto. É um economista de interesses abrangentes. Estudou Engenharia e Matemática e doutorou-se em Economia em 1981, pelo MIT, nos Estados Unidos. O professor da Toulouse School of Economics e prémio Nobel de Economia em 2014, esteve três dias em Lisboa a […]

Jean Tirole é francês e vai fazer 65 anos no próximo mês de agosto. É um economista de interesses abrangentes. Estudou Engenharia e Matemática e doutorou-se em Economia em 1981, pelo MIT, nos Estados Unidos. O professor da Toulouse School of Economics e prémio Nobel de Economia em 2014, esteve três dias em Lisboa a convite do Institut Français para vários debates públicos e lançar o seu novo livro Economia do Bem Comum.

Leia mais em Dinheiro Vivo a sua marca de economia

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Legalização da canábis, um debate sóbrio 

O debate público em Portugal sobre a legalização da canábis é frequentemente tratado com displicência. Uns arrumam rapidamente o assunto como irrelevante; outros acusam os proponentes de usarem o tema como mera bandeira política. Tais atitudes fazem pouco sentido, por dois motivos. Primeiro, a discussão sobre o enquadramento legal da canábis está hoje em curso em vários pontos do mundo, não faltando bons motivos para tal. Segundo, Portugal tem bons motivos e está em boas condições para fazer esse caminho. Resta saber se há vontade.

Premium

nuno camarneiro

É Natal, é Natal

A criança puxa a mãe pela manga na direcção do corredor dos brinquedos. - Olha, mamã! Anda por aqui, anda! A mãe resiste. - Primeiro vamos ao pão, depois logo se vê... - Mas, oh, mamã! A senhora veste roupas cansadas e sapatos com gelhas e calos, as mãos são de empregada de limpeza ou operária, o rosto é um retrato de tristeza. Olho para o cesto das compras e vejo latas de atum, um quilo de arroz e dois pacotes de leite, tudo de marca branca. A menina deixa-se levar contrariada, os olhos fixados nas cores e nos brilhos que se afastam. - Depois vamos, não vamos, mamã? - Depois logo se vê, filhinha, depois logo se vê...