Indústria quer pão tradicional de regresso à mesa

O pão vai estar hoje no centro das atenções de um congresso que decorre na Maia

As mais de dez mil indústrias de panificação portuguesas têm no terreno uma estratégia de valorização e sensibilização do pão de fabrico tradicional, produto que tem conhecido decréscimos no consumo a nível nacional e europeu. O setor, que emprega cerca de 120 mil pessoas, e é responsável por vendas anuais da ordem dos 585 milhões de euros, vê espaço para crescer.

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Anselmo Borges

Globalização e ética global

1. Muitas das graves convulsões sociais em curso têm na sua base a globalização, que arrasta consigo inevitavelmente questões gigantescas e desperta paixões que nem sempre permitem um debate sereno e racional. Hans Küng, o famoso teólogo dito heterodoxo, mas que Francisco recuperou, deu um contributo para esse debate, que assenta em quatro teses. Segundo ele, a globalização é inevitável, ambivalente (com ganhadores e perdedores), e não calculável (pode levar ao milagre económico ou ao descalabro), mas também - e isto é o mais importante - dirigível. Isto significa que a globalização económica exige uma globalização no domínio ético. Impõe-se um consenso ético mínimo quanto a valores, atitudes e critérios, um ethos mundial para uma sociedade e uma economia mundiais. É o próprio mercado global que exige um ethos global, também para salvaguardar as diferentes tradições culturais da lógica global e avassaladora de uma espécie de "metafísica do mercado" e de uma sociedade de mercado total.