Google diz que paga os impostos na Europa e realça investimento

A empresa emprega "mais de 14.000 pessoas" no continente europeu, segundo o presidente executivo Sundar Pichai

O presidente executivo do Google, Sundar Pichai, rejeitou hoje as acusações de que a sua empresa não paga impostos suficientes na Europa, sublinhando o investimento significativo que o gigante da Internet norte-americano faz na região.

"Enquanto empresa global, enquadramo-nos no âmbito do direito fiscal internacional", disse Pichai, na edição de hoje do jornal conservador alemão Die Welt.

O empresário afirmou que o Google paga impostos análogos aos da taxa média na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e acrescentou que, dependendo da estrutura das leis fiscais existentes, a maioria das empresas pagam a maior parte de seus impostos no seu país de origem", numa altura em que o Google é alvo de várias investigações sobre o seu sistema fiscal no continente.

As instalações da empresa em Madrid foram invadidas no final de junho, no âmbito de uma investigação sobre os seus impostos, assim como sucedeu em maio nos escritórios em Paris, por razões semelhantes.

Para Pichai, apenas o "desenvolvimento do sistema fiscal global para as políticas pode levar a melhores resultados". "Se essas leis forem sejam aprovadas, nós obviamente iremos cumpri-las", afirmou.

O Google já investe "muito significativamente na Europa", insistiu, destacando que a empresa emprega "mais de 14.000 pessoas" no continente europeu.

"Isto também leva a receitas fiscais adicionais nesses países", sublinhou.

O Google e outras empresas norte-americanas, como a Amazon ou o Facebook, são regularmente acusados de tentativa de fuga aos impostos, optando por se estabelecer em países onde a tributação lhes é mais favorável, práticas que descrevem como "otimização fiscal".

A sede europeia do Google está na Irlanda, um dos países onde a tributação sobre os lucros das empresas (12,5%) é dos mais baixos da União Europeia.

No início de julho, o copresidente do Google Europa, Carlo d' Asaro Biondo, garantiu que a empresa paga "os impostos em cada país onde está presente".

"Os impostos são pagos especialmente onde é criado valor. E o Google criou o seu valor sobretudo nos Estados Unidos", afirmou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.