Fim do 'roaming' está decidido, falta só determinar sustentabilidade do modelo

Ministro das Infraestruturas e Planeamento disse que "há um consenso político muito forte" quanto ao fim do roaming

O ministro das Infraestruturas e do Planeamento, Pedro Marques, reiterou hoje que as taxas de 'roaming' nas telecomunicações vão terminar a 15 de junho de 2017, faltando apenas determinar a sustentabilidade do modelo e a proteção dos consumidores.

"A discussão que se está a fazer é quanto à sustentabilidade do modelo de implementação, mas não há qualquer dúvida de que há um consenso político muito forte quanto à abolição do 'roaming' em meados do próximo ano", disse Pedro Marques, que hoje participou numa reunião com os seus homólogos da União Europeia (UE), em Bruxelas.

"O debate que se segue é sobre a sustentabilidade do modelo, sobre as compensações entre operadores dos diversos países, para garantir que há equilíbrio na implementação da proposta e que os consumidores de toda a Europa são protegidos", adiantou aos jornalistas.

Os princípios da utilização sustentável e responsável estão ainda para aprovação, processo que deverá estar concluído até meados de 2017.

A partir do dia 15 de junho de 2017, qualquer cidadão poderá fazer chamadas ou utilizar dados móveis, em qualquer país da UE, pelo mesmo preço que o faria se estivesse em casa.

A UE começou a reduzir as tarifas de roaming em 2007.

Ler mais

Premium

Ricardo Paes Mamede

O FMI, a Comissão Europeia e a direita portuguesa

Os relatórios das instituições internacionais sobre a economia e a política económica em Portugal são desde há vários anos uma presença permanente do debate público nacional. Uma ou duas vezes por ano, o FMI, a Comissão Europeia (CE), a OCDE e o Banco Central Europeu (BCE) - para referir apenas os mais relevantes - pronunciam-se sobre a situação económica do país, sobre as medidas de política que têm vindo a ser adotadas pelas autoridades nacionais, sobre os problemas que persistem e sobre os riscos que se colocam no futuro próximo. As análises que apresentam e as recomendações que emitem ocupam sempre um lugar destacado na comunicação social no momento em que são publicadas e chegam a marcar o debate político durante meses.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.