Facebook afirma que erros não foram intencionais

Empresa multado em 110 milhões de euros por dados enganosos na compra do Whatsapp

O Facebook afirmou hoje que a empresa atuou "de boa-fé" e que os "erros" não foram "intencionais", depois da Comissão Europeia (CE) ter anunciado uma multa de 110 milhões de euros à companhia norte-americana.

"Atuámos de boa-fé desde o princípio das nossas interações com a CE e tratámos de proporcionar informação precisa em cada momento", assegurou o porta-voz num comunicado.

No comunicado, o porta-voz adianta que "os erros" cometidos em 2014 nos pedidos à CE "não foram intencionais" e que "a CE confirmou que não afetaram o resultado da avaliação da aquisição".

"O anúncio de hoje põe fim a este assunto", disse o porta-voz.

A CE impôs hoje uma multa de 110 milhões de euros à Facebook por proporcionar informação "incorreta ou enganosa" durante a investigação que iniciou em 2014 pela aquisição da aplicação móvel de mensagens WhatsApp.

A CE argumenta que quando a Facebook notificou a aquisição em 2014, a rede social informou a comissão de que não podia estabelecer de "maneira fiável" a conexão automatizada entre as contas dos utilizadores da Facebook e do WhatsApp.

Contudo, em agosto de 2016, a WhatsApp anunciou uma atualização das condições e da política de confidencialidade, incluindo a possibilidade de associar números de telefone dos utilizadores do WhatsApp aos seus perfis de Facebook.

Em dezembro, a CE expôs à rede social a sua preocupação e identificou que, contrariamente ao que tinha declarado esta em 2014, a possibilidade técnica de associar as identidades dos utilizadores no Facebook e no WahtsApp já existia e que os empregados da rede estavam ao corrente desta possibilidade.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Anselmo Borges

"Likai-vos" uns aos outros

Quem nunca assistiu, num restaurante, por exemplo, a esta cena de estátuas: o pai a dedar num smartphone, a mãe a dedar noutro smartphone e cada um dos filhos pequenos a fazer o mesmo, eventualmente até a mandar mensagens uns aos outros? É nisto que estamos... Por isso, fiquei muito contente quando, há dias, num jantar em casa de um casal amigo, reparei que, à mesa, está proibido o dedar, porque aí não há telemóvel; às refeições, os miúdos adolescentes falam e contam histórias e estórias, e desabafam, e os pais riem-se com eles, e vão dizendo o que pode ser sumamente útil para a vida de todos... Se há visitas de outros miúdos, são avisados... de que ali os telemóveis ficam à distância...