Emprego cresce sobretudo em salários e profissões de topo

País tem agora mais de 165 mil chefes e dirigentes e quase 40 mil pessoas a ganhar acima de 3000 euros líquidos, diz o INE.

O nível médio salarial da economia portuguesa recuperou de forma notória no segundo trimestre deste ano, puxado pelas profissões com salários mais elevados e pelo número recorde de empregos nas chamadas classes dirigentes e de chefia, mostram as séries do Instituto Nacional de Estatística (INE), ontem atualizadas pelos resultados do inquérito ao emprego do segundo trimestre.

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Ricardo Paes Mamede

O populismo entre nós

O sucesso eleitoral de movimentos e líderes populistas conservadores um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Filipinas, Turquia, Itália, França, Alemanha, etc.) suscita apreensão nos países que ainda não foram contagiados pelo vírus. Em Portugal vários grupúsculos e pequenos líderes tentam aproveitar o ar dos tempos, aspirando a tornar-se os Trumps, Bolsonaros ou Salvinis lusitanos. Até prova em contrário, estas imitações de baixa qualidade parecem condenadas ao fracasso. Isso não significa, porém, que o país esteja livre de populismos da mesma espécie. Os riscos, porém, vêm de outras paragens, a mais óbvia das quais já é antiga, mas perdura por boas e más razões - o populismo territorial.