Eletricidade sobe 2,5% no dia 1 de janeiro

Alteração no mercado regulado foi anunciada hoje pela ERSE. Aplica-se aos consumidores domésticos que não estão ainda no mercado livre

As tarifas de eletricidade no mercado regulado vão subir 2,5% para os consumidores domésticos a partir de 01 de janeiro, o que representa um aumento de 1,18 euros numa fatura média mensal de 47,6 euros.

Já a tarifa social para os consumidores considerados economicamente vulneráveis terá um acréscimo de 0,9%, o que corresponde a um aumento de 19 cêntimos numa fatura média mensal de eletricidade de 21,5 euros, anunciou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

As tarifas transitórias para os cerca de 1,9 milhões de consumidores que ainda não migraram para o mercado liberalizado aplicam-se a partir de 01 de janeiro de 2016 e vigoram durante todo o ano.

Assim, a variação média para o universo dos clientes em baixa tensão normal (domésticos) que ainda estão na tarifa regulada vai ser de 2,1%, refere em comunicado a ERSE.

O serviço da dívida tarifária é o principal fator responsável pelo aumento das tarifas para 2016, ao representar um acréscimo de 33% (que corresponde a 437 milhões de euros), para cerca de 1.771 milhões de euros, face aos 1.333 milhões de euros que foram pagos no ano passado.

O exercício tarifário regista para 2016 um saldo positivo de 362 milhões de euros face a 2015, o que representa a inversão na tendência de aumento de dívida tarifária.

Em contrapartida, as metas de eficiência aplicadas às atividades reguladas, que permitem reduzir os custos operacionais das empresas, os preços mais baixos do mercado de futuros de energia elétrica, devido à queda acentuada nos preços dos combustíveis fósseis, e as medidas legislativas mitigadoras de custos tiveram um impacto positivo nas tarifas.

Após o parecer do Conselho Tarifário, o Conselho de Administração aprovou as tarifas e preços para a energia elétrica que tinham sido sugeridos a 15 de outubro.

O mercado liberalizado de eletricidade atingiu em setembro de 2015 cerca de 4,23 milhões de clientes (em agosto tinha cerca de 4,19 milhões de clientes) e representa já quase 89% do consumo total em Portugal, tendo as tarifas transitórias - agora propostas - cada vez menor expressão no setor elétrico.

Em termos de consumidores domésticos, a ERSE espera que em 2016 cerca de 85% da energia total consumida em Portugal pelo segmento esteja sujeita a preços definidos em regime de mercado, restando apenas 15% sujeita a preços regulados.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?

Premium

Catarina Carvalho

O populismo na campanha Marques Vidal

Há uma esperança: não teve efeito na opinião pública a polémica da escolha do novo procurador-geral da República. É, pelo menos, isso que dizem os estudos de opinião - o número dos que achavam que Joana Marques Vidal devia continuar PGR permaneceu inalterável entre o início do ano e estas últimas semanas. Isto retirando o facto, já de si notável, de que haja sondagens sobre este assunto.