É preciso haver mais vinho de qualidade para aumentar as exportações

Sem grande capacidade para crescer em área de cultivo, Portugal tem de apostar na valorização dos seus vinhos, defende Jorge Monteiro.

As exportações portuguesas de vinho cresceram mais de 35% na última década e ultrapassam já a barreira dos 779 milhões de euros. A manter-se a performance do primeiro trimestre, quando vendemos mais 8% de vinho ao exterior, podemos ambicionar chegar perto dos 840 milhões neste ano. A grande incógnita é como manter este ritmo quando não é expectável que a superfície vitícola em Portugal aumente significativamente. Para o presidente da ViniPortugal, a resposta está no crescimento em valor. "Precisamos de mais vinho certificado", defende Jorge Monteiro.

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Henrique Burnay

Falem do futuro

O euro, o Erasmus, a paz. De cada vez que alguém quer defender a importância da Europa, aparece esta trilogia. Poder atravessar a fronteira sem trocar de moeda, ter a oportunidade de passar seis meses a estudar no estrangeiro (há muito que já não é só na União Europeia) e - para os que ainda se lembram de que houve guerras - a memória de que vivemos o mais longo período sem conflitos no continente europeu. Normalmente dizem isto e esperam que seja suficiente para que a plateia reconheça a maravilha da construção europeia e, caso não esteja já convertida, se renda ao projeto europeu. Se estes argumentos não chegam, conforme o país, invocam os fundos europeus e as autoestradas, a expansão do mercado interno ou a democracia. E pronto, já está.