Dona do Pingo Doce investe 101 milhões. Aposta forte é na Polónia

Quase metade do investimento foi na Biedronka. Grupo de Soares dos Santos lucra 78 milhões

A Jerónimo Martins investiu 101 milhões de euros até março, metade dos quais na Biedronka, na Polónia. Os donos do Pingo Doce lucraram 78 milhões nos primeiros três meses do ano (+0,4%). "Excluindo o impacto da Monterroio no primeiro trimestre de 2016, os resultados cresceram 4,6%", destaca o grupo retalhista.

Do total investido, 22 milhões foram aplicados na operação de distribuição do grupo em Portugal, em que tem o Pingo Doce e o Recheio, tendo 18 milhões sido aplicados na Ara, na Colômbia. Os restantes 11 milhões de euros foram injetados em outras atividades do grupo.

"Os números destes primeiros três meses dão-nos confiança de que o rumo estratégico traçado para os nossos negócios nos permitirá continuar a crescer e a superar o desempenho dos mercados onde operamos", diz Pedro Soares dos Santos, presidente da Jerónimo Martins. Para 2017, "não se antecipa uma desaceleração da intensidade promocional em qualquer dos mercados, nem um alívio da pressão existente ao nível dos custos, nomeadamente com pessoal", refere. O grupo já anunciou que vai aumentar 6,5% os salários mais baixos na Polónia, país onde o desemprego está em mínimos históricos tornando difícil reter trabalhadores.

Até março as vendas da Jerónimo Martins subiram 9%, para 3679 milhões, com o EBITDA a melhorar 4,6%, para 192 milhões.

Em Portugal, a Páscoa em abril afetou negativamente os resultados no trimestre. "As vendas totais cresceram 0,8% para 823 milhões de euros, com um like for like (excluindo combustível) de -1,4%, impactado pelo efeito negativo do calendário." O Pingo Doce remodelou seis lojas e inaugurou duas. Já o Recheio "continuou a beneficiar da atividade turística favorável", com as vendas a subirem 5,2%, totalizando 201 milhões (+7,2%).

Na Polónia, onde o grupo gera o grosso das suas receitas, a Biedronka fechou março com vendas de 2527 milhões (+10,8%). A cadeia abriu mais 11 lojas , elevando para 2729 o número de espaços até março. A Hebe obteve 36 milhões em vendas (+33,9%), tendo terminado o trimestre com 159 lojas, mais 24 do que até março do ano passado.

Na Colômbia, Ara fechou março com 244 lojas, depois de 23 aberturas. Até março gerou 87 milhões de euros em vendas (+81,8%).

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