Dona da PT em conversações para comprar TVI

O grupo Altice, dono da PT, confirmou estar a negociar com a Prisa para a compra da Média Capital, dona da TVI

O grupo de Patrick Drahi enviou a Media Capital, em resposta ao pedido de esclarecimento da CMVM, a confirmação de que "iniciou interlocuções exploratórias" com a Prisa "relativas a potencial aquisição da participação da Prisa na Média Capital, grupo português do sctor dos media, com posições de liderança em televisão, produção audiovisual, radio, digital, música e entretenimento", pode ler-se em comunicado enviado ao mercado. O interesse da Altice em adquirir média em Portugal era há muito conhecido, fazendo parte da estratégia de convergência do grupo nos mercados onde está presente, caso de Franca e Estados Unidos.

A compra da TVI era há muito comentada no mercado, mas nunca confirmada pelo grupo um eventual interesse no ativo. Em finais de maio o tema voltou a estar em cima da mesa, depois de a Prisa ter rejeitado as propostas para a compra da editora Santillana, aumentando a pressão sobre o grupo dono do El Pais para o pagamento de dívida a vencer em 2018. A imprensa espanhola deu conta de que o Morgan Stanley tinha sido contratado para a venda dos ativos em Portugal, pelos quais a Prisa quererá 450 milhões de euros.

TVI, Radio comercial e Plural são apenas três dos ativos que poderão transitar para a esfera do grupo dono da PT caso a compra se concretize. O que poderá levar a uma corrida aos media pelas operadoras concorrentes, em concreto a SIC, estação do grupo imprensa, de Francisco Balsemão, segundo alguns dos cenários colocados por alguns analistas.

Miguel Almeida, CEO da Nos, já referiu que "proativamente" não iria avançar para a compra de média, tendo ainda referido no entanto ser compra a detenção de uma televisão generalista por uma operadora de telecomunicações. "Se estivermos a falar da capacidade de influência que esses meios têm na sua componente informação, não são só entretenimento, num país em que a maior parte das pessoas tem acesso à informação através da RTP, da TVI e da SIC, não creio que seja útil. Mas estamos a falar de cenários hipotéticos", disse em março em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Uma guerra que poderá ser travada nos reguladores. "Se esse cenário se tornar realidade, a pergunta tem mais relevância feita aos reguladores", disse ainda.

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