CTT perdem fôlego após anúncio do plano de reestruturação

A reação inicial do mercado ao plano de reestruturação dos CTT foi positiva. As ações chegaram a subir mais de 10%. Mas perderam fulgor.

Era a arma dos CTT para travar a pressão do mercado após os resultados dos últimos trimestres terem desiludido as expectativas dos investidores. E a primeira reação na Bolsa até foi positiva. Mas foi perdendo força. As ações da empresa de correios chegaram a subir quase 11% na sessão seguinte ao anúncio do plano, que prevê a saída de mais 800 trabalhadores (a que se somam 200 neste ano), cortes nos salários da administração e alinhar o dividendo com os resultados que os CTT venham a apresentar. Mas essa reação perdeu fôlego.

Nas duas últimas sessões os títulos perdem valor, mas ainda conservam um ganho de 1,32%, para 3,54 euros, desde a apresentação do plano. Insuficiente para apagar a perda de 30% desde que a empresa apresentou os resultados do terceiro trimestre, a 31 de outubro, e em que anunciou uma queda do dividendo de 48 para 38 cêntimos. Para já, os CTT comprometem-se a manter esta remuneração aos acionistas.

Steven Santos, gestor do BiG, diz que "despedimentos e limitação de aumentos salariais não obrigatórios em 2018, ao mesmo tempo que se mantém a política de dividendo, poderão ser controversos internamente". Exemplo disso foi a greve feita pelos trabalhadores nesta quinta e sexta-feira, com os sindicatos a manifestarem-se contra o que consideram ser a degradação dos serviços. Os problemas nos CTT também mereceram a atenção política, com o tema a estar em foco no debate quinzenal com o primeiro-ministro e com a audição do CEO da empresa, Francisco Lacerda, no Parlamento.

As ações dos CTT valem menos 36% do que o valor a que foram para o mercado, 5,52 euros, em dezembro de 2013. Para o BPI, os valores baixos são uma oportunidade de compra. Mas os analistas do banco realçam que o plano apresentado tem riscos. Consideram que a empresa, dada a sua estrutura acionista fragmentada, "é um potencial alvo apetecível para um investidor estrangeiro".

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