Contas da ERSE: Galp tem a oferta de luz e gás mais barata para as famílias

Segundo a análise do regulador relativa ao último trimestre de 2018, a diferença entre a oferta mais cara e a mais barata é de 264 euros por ano.

As contas são da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e têm como objetivo facilitar a vida aos consumidores, que desde a liberalização do mercado têm à disposição dezenas de ofertas de luz e gás, e a possibilidade de mudar quando quiserem.

Na análise de dezembro, o regulador da energia concluiu que para um casal com dois filhos, a oferta tarifária da Galp que junta gás e eletricidade e uma contagem bi-horária é a opção mais acessível do mercado, com uma fatura anual que ronda os 1033 euros.

No extremo oposto, segundo o boletim publicado esta terça-feira, está uma das propostas da Audax, que no final do ano dá origem a uma fatura de 1297 euros, mais 25% face à oferta mais barata do mercado, ou o equivalente a 264 euros por ano.

Para as famílias com dois filhos, há atualmente disponíveis no mercado 178 ofertas comerciais. Destas, 115 só contemplam o fornecimento de eletricidade e 63 são duais, ou seja, incluem eletricidade e gás natural. Se a mesma família preferir contratar apenas um serviço de eletricidade, a proposta mais acessível pertence à Muon.

Trata-se de uma oferta que funciona em regime de pré-pagamento, ou seja, o consumidor paga as 12 faturas anuais de um vez, logo no início do contrato. O custo é de 827 euros por ano. Por sua vez a oferta tarifária mais cara pertence à mesma fornecedora, que propõe um plano mensal que por ano custa 1071 euros, mais 23%, ou 244 euros, do que o mais acessível.

A ERSE também analisou as ofertas para os casais sem filhos e aqui existem 176 ofertas comerciais, das quais 113 são exclusivas para o fornecimento de eletricidade e 63 contemplam também o gás. Aqui, o serviço com menor fatura é o da GoldEnergy. São 325 euros por ano, menos 102 euros do que a proposta mais cara, da Muon.

Para o mesmo tipo de famílias, mas que prefiram contratar luz e gás ao mesmo tempo, a melhor oferta também é da GoldEnergy e custa cerca de 430 euros por ano. A mais dispendiosa é da Audax, cuja fatura chega aos 569 euros. Os preços e comparações, alerta a ERSE, "resultam da componente da fatura anual relativa ao fornecimento de gás natural, sem impostos e taxas, sendo a análise efetuada em preços reais".

O estudo não considera as ofertas que incluem serviços adicionais como assistência técnica diagnósticos energéticos. Segundo o regulador, "o número de ofertas comerciais tem vindo a aumentar, registando-se no 4º trimestre de 2018 um valor máximo de ofertas comerciais mono eletricidade (113 ofertas) e duais (63 ofertas)".

Ana Sanlez é jornalista do Dinheiro Vivo

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

A ameaça dos campeões europeus

No dia 6 de fevereiro, Margrethe Vestager, numa só decisão, fez várias coisas importantes para o futuro da Europa, mas (quase) só os jornais económicos repararam. A comissária europeia para a Concorrência, ao impedir a compra da Alstom pela Siemens, mostrou que, onde a Comissão manda, manda mais do que os Estados membros, mesmo os grandes; e, por isso mesmo, fez a Alemanha e a França dizerem que querem rever as regras do jogo; relançou o debate sobre se a Europa precisa, ou não (e em que condições), de campeões para competir na economia global; e arrasou com as suas possibilidades (se é que existiam) de vir a suceder a Jean-Claude Juncker.

Premium

Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

Premium

Adriano Moreira

Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.