Como não derrapar no crédito automóvel

Com o crédito automóvel a aumentar, o Banco de Portugal indicou os fatores a estar atento antes de se contratar este tipo de financiamento.

O crédito para compra de carro, seja para novos ou usados, tem acelerado nos últimos meses. São feitos quase 600 contratos por dia e nos primeiros cinco meses do ano foram emprestados 1,26 mil milhões, mais 200 milhões do que no mesmo período de 2016.

Os portugueses não dão sinais de refrear no crédito automóvel. E o Banco de Portugal apresentou na sexta-feira algumas recomendações para não se ser apanhado em contramão nestes empréstimos. Para começar, antes de carregar na ignição do crédito convém estudar todas as modalidades de crédito automóvel que existem, desde o leasing, o aluguer de longa duração (ALD) e o crédito com e sem reserva de propriedade.

"Se está a ponderar adquirir um automóvel, saiba que existem várias modalidades de crédito ao seu dispor. Pondere e escolha a que melhor se adequa à sua situação financeira e às suas preferências", aconselha.

Após saber qual o tipo de crédito que mais convém, é hora de calcular custos. "Analise com atenção o custo de outras opções de crédito. Compare e escolha a opção que mais se adequa às suas necessidades."

O Banco de Portugal relembra que a TAEG (taxa anual de encargos efetiva global) não pode exceder o máximo deliberado pelo próprio supervisor. E realça que "no crédito automóvel, as taxas máximas variam consoante a modalidade de crédito, mas também consoante o veículo seja novo ou usado". Em geral, os créditos para compra de carros novos têm taxas máximas mais baixas do que os créditos para os usados. E os leasings e ALD também tendem a ter juros máximos mais reduzidos do que a do crédito com ou sem reserva de propriedade.

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Patrícia Viegas

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Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.