CGTP promete travar despedimentos no Novo Banco

Secretário-geral da CGTP considera que o despedimento de 1000 trabalhadores no Novo Banco constitui um "desastre social" e tem de ser travado

O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, considerou hoje que a saída de mil trabalhadores do Novo Banco é um "desastre social" e prometeu que os sindicatos afetos à Central farão tudo para travar esta situação.

"E porque ainda na quinta-feira fomos confrontados com uma notícia que avança para um despedimento coletivo de mil trabalhadores do Novo Banco, queremos aqui transmitir a estes trabalhadores que podem contar com a solidariedade ativa de todos os sindicatos da CGTP em tudo aquilo que for necessário fazer para impedir que esta situação se concretize e para travar este desastre social", disse Arménio Carlos.

O líder da CGTP falava na sua intervenção inicial por ocasião da abertura do XIII Congresso da Inter, que se realiza hoje e sábado em Almada.

A equipa de gestão do Novo Banco esclareceu na quinta-feira que a reestruturação da entidade implica a saída de até 500 trabalhadores em 2016, e não de 1.000, devido à redução de pessoal já feita nos últimos meses.

Num comunicado interno dirigido aos funcionários do banco, a que a agência Lusa teve acesso, a administração liderada por Eduardo Stock da Cunha reconheceu "a inevitabilidade de redução de colaboradores", mas destacou que "o esforço que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses, nomeadamente por via de reformas antecipadas, irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500".

Algumas horas antes, numa nota de imprensa, a Comissão Nacional de Trabalhadores (CNT) do Novo Banco tinha dito que "o banco terá que reduzir em 2016, cerca de 1.000 postos de trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento coletivo".

No documento enviado aos trabalhadores, a administração do Novo Banco realçou que o plano de reestruturação aprovado pela Direção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia "desdobra-se num conjunto de medidas, com destaque para uma redução de 1.000 colaboradores em 2016 e redução de 150 milhões de euros no total de custos operacionais".

No ano passado, o Novo Banco cortou o número de colaboradores em 411 para 7.311 funcionários e reduziu 40 agências para um total de 635, de acordo com os números apresentados na quarta-feira pela instituição durante a divulgação das contas de 2015.

O número de trabalhadores no mercado doméstico baixou para 6.571 colaboradores no ano passado, menos 261 do que em 2014, e foram encerradas 35 agências para um total de 596 em Portugal.

Já na atividade internacional o quadro de pessoal foi reduzido em 150 trabalhadores para um total de 740 e o número de balcões baixou para 39, menos cinco do que em 2014.

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