CGD passa de prejuízos a lucros de 194 milhões até junho

A Caixa passou de prejuízos de 50 milhões de euros no primeiro semestre de 2017 para lucros de 194 milhões de euros em junho deste ano.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) passou de prejuízos de 50 milhões de euros no primeiro semestre de 2017 para lucros de 194 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano.

A atividade em Portugal contribuiu com 119 milhões de euros para o resultado, quando um ano antes teve um peso negativo de 169 milhões de euros no resultado líquido da Caixa. Os negócios internacionais contribuíram com 75 milhões de euros para o resultado líquido do banco público.

O banco liderado por Paulo Macedo viu os seus resultados de serviços e comissões crescer 10% para 239 milhões de euros enquanto os custos de estrutura recorrentes caíram 14% para 465 milhões de euros.

As provisões e imparidades afundaram 89% para 45 milhões de euros.

Quanto à margem financeira, desceu 2% para 593 milhões de euros mas na atividade doméstica cresceu 5,8%.

O produto bancário da CGD caiu 153,1 milhões de euros para 889,3 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2017, "influenciado pela redução significativa dos resultados de operações financeiras, dada a elevada expressão, dos mesmos, registada em 2017".

"Após o ano de 2017 em que a CGD reduziu os seus NPL [non-performing loans, segundo a definição da Autoridade Bancária Europeia] em 2,7 mil milhões de euros, o primeiro semestre de 2018 já regista uma redução adicional de 1,1 mil milhões de euros, com forte impacto das componentes de curas, write-offs e recuperações", refere a CGD em comunicado.

O banco estatal tem vindo a executar um plano estratégico acordado com Bruxelas em 2016, no âmbito do seu plano de recapitalização. O plano prevê, nomeadamente, o fecho de balcões, redução do quadro de pessoal e venda de ativos no exterior. Em junho, a Caixa encerrou a última fase do seu plano de recapitalização num total de 4944 milhões de euros, com a emissão de 500 milhões de euros de valores mobiliários representativos de fundos próprios de nível 2 (Tier 2).

Elisabete Tavares é jornalista do Dinheiro Vivo

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