Centeno reforça depósitos em 26% na reta final do ano

Almofada vale agora 9,8 mil milhões de euros e dá, em teoria, para financiar mais de metade das necessidades deste ano sem ter de ir ao mercado.

A almofada financeira da República, os depósitos do Estado, teve um reforço de 26% na reta final de 2017, subindo de 7,8 mil milhões para 9,8 mil milhões de euros (mais 2 mil milhões), informou ontem o IGCP, a agência que gere a dívida pública. Em 2018, esta almofada de segurança mantém uma dimensão considerável: 8 mil milhões de euros é a nova previsão das Finanças, o ministério de Mário Centeno.

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Pedro Lains

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Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.