Centeno diz que estão criadas as condições para o aumento da poupança das famílias

Dados do INE indicam que poupança das famílias está no valor mais baixo dos últimos 18 anos

O ministro das Finanças considerou, na sexta-feira, que estão criadas as condições para que o nível de poupança das famílias aumente, apesar de os dados do INE indicarem que se atingiu o valor mais baixo em 18 anos.

"Penso que estão criadas as condições para que isso aconteça [aumento da taxa de poupa] e há indicadores positivos que nos permitem esperar uma inversão do lado da poupança", referiu Mário Centeno, em declarações à agência Lusa, numa reação aos dados divulgados sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Nas contas nacionais trimestrais para o setor institucional hoje publicadas, o INE aponta que a taxa da poupança das famílias voltou a cair para os 3,8% do rendimento disponível, menos 0,5% pontos percentuais do que no trimestre anterior e o valor mais baixo pelo menos desde o quarto trimestre de 1999.

A falar em Castelo Branco, à margem de um jantar de apresentação de Luís Correia como candidato do PS à câmara local, Mário Centeno não escondeu que "desejaria e esperaria que também do lado da poupança das famílias houvesse uma recuperação", mas salientou que os dados trimestrais devem ser vistos com cautela, por serem "voláteis".

Por outro lado, defendeu que devem continuar a ser seguidas as políticas que permitem essa poupança, tendo destacado a redução da carga fiscal e o aumento de rendimentos, como bons exemplos do que já foi feito pelo atual Governo.

"São contributos importantes e, também por isso, esperamos que nos próximos trimestres haja uma alteração dessa tendência", reiterou.

Segundo afirmou, citando dados de maio e junho, há indicadores positivos nesse sentido, nomeadamente a queda acentuada do desemprego, bem como do lado dos salários e do emprego um aumento das contribuições para a segurança social.

"São essas forças económicas - emprego, salários e redução do desemprego - que permitirão, e estamos convictos de que o farão, que a taxa de poupança das famílias melhor nos próximos tempos", acrescentou.

Ler mais

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.