Está pago o empréstimo ao FMI. Centeno diz que Estado poupou 100 milhões

O pagamento antecipado ao Fundo Monetário Internacional de 4,7 mil milhões de euros, concluído esta segunda-feira, permite uma poupança de 100 milhões de euros, diz o ministro das Finanças, Mário Centeno.

Mário Centeno defende que, no total, a gestão de dívida do Estado com pagamentos antecipados já permitiu reduzir encargos relativos a financiamentos mais caros em 1,16 mil milhões de euros, e admite que a possibilidade de ressarcir os fundos europeus da ajuda a Portugal também está em aberto.

Segundo o ministro, estão em cima da mesa "todas as operações que venham a ser consideradas importantes para otimizar" a dívida pública, que o governo espera que atinja um rácio de 121,2% no final de 2019.

No próximo ano, as necessidades de financiamento público estão estimadas em 13 mil milhões de euros, avançou esta tarde numa conferência no Ministério das Finanças para dar conta das expectativas do governo quanto à evolução da dívida pública.

Notícia em atualização.

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"Orrrderrr!", começou a campanha europeia

Através do YouTube, faz grande sucesso entre nós um florilégio de gritos de John Bercow - vocês sabem, o speaker do Parlamento britânico. O grito dele é só um, em crescendo, "order, orrderr, ORRRDERRR!", e essa palavra quer dizer o que parece. Aquele "ordem!" proclamada pelo presidente da Câmara dos Comuns demonstra a falta de autoridade de toda a gente vulgar que hoje se senta no Parlamento que iniciou a democracia na velha Europa. Ora, se o grito de Bercow diz muito mais do que parece, o nosso interesse por ele, através do YouTube, diz mais de nós do que de Bercow. E, acreditem, tudo isto tem que ver com a nossa vida, até com a vidinha, e com o mundo em que vivemos.

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Marisa Matias

Mulheres

Nesta semana, um país inteiro juntou-se solidariamente às mulheres andaluzas. Falo do nosso país vizinho, como é óbvio. A chegada ao poder do partido Vox foi a legitimação de um discurso e de uma postura sexistas que julgávamos já eliminadas aqui por estes lados. Pois não é assim. Se durante algumas décadas assistimos ao reforço dos direitos das mulheres, nos últimos anos, a ascensão de forças políticas conservadoras e sexistas mostrou o quão rápida pode ser a destruição de direitos que levaram anos a construir. Na Hungria, as autoridades acham que o lugar da mulher é em casa, na Polónia não podem vestir de preto para não serem confundidas com gente que acha que tem direitos, em Espanha passaram a categoria de segunda na Andaluzia. Os exemplos podiam ser mais extensos, os tempos que vivemos são estes. Mas há sempre quem não desista, e onde se escreve retrocesso nas instituições, soma-se resistência nas ruas.

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De facto, desde o famoso "to be, or not to be" de Shakespeare que não se assistia a tão intenso dilema britânico. A confirmação do desacordo do Brexit e o chumbo da moção de censura a May agudizaram a imprevisibilidade do modo como o Reino Unido acordará desse mesmo desacordo. Uma das causas do Brexit terá sido certamente a corrente nacionalista, de base populista, com a qual a Europa em geral se debate. Mas não é a única causa. Como deverá a restante Europa reagir? Em primeiro lugar, com calma e serenidade. Em seguida, com muita atenção, pois invariavelmente o único ganho do erro resulta do que aprendemos com o mesmo. Imperativo é também que aprendamos a aprender em conjunto.