Centeno defende alívio da dívida grega

Ministro das Finanças português disse ainda que o Pacto de Estabilidade e Crescimento Europeu deve ser reformulado e substituído

O ministro das Finanças português, Mário Centeno, defendeu que a União Europeia deve discutir o alívio da dívida grega, devendo mesmo avançar sem o Fundo Monetário Internacional, reportou a imprensa alemã.

"Temos de começar esta discussão", disse Centeno numa entrevista ao jornal Bild, o diário alemão com maior circulação no país.

Mário Centeno recordou ainda que "a união monetária europeia tem agora instituições muito fortes". "Podemos lidar com a maioria dos problemas por conta própria", sublinhou.

O ministro das Finanças disse ainda que o Pacto de Estabilidade e Crescimento Europeu deve ser reformulado e substituído, acrescentando que as dívidas dos países têm "muito espaço para melhorias".

A Grécia e os credores internacionais não conseguiram um acordo relativamente à reforma do mercado de trabalho grego, depois de negociações que duraram até à manhã de hoje, noticiou a agência alemã DPA.

O objetivo é conseguir um acordo até ao início de dezembro, altura em que os ministros das Finanças da zona Euro planeiam discutir o alívio da dívida grega.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schauble, já descartou um alívio da dívida da Grécia antes de 2018, referindo que pode enfraquecer esforços para promulgar novas reformas, segundo a imprensa alemã.

Exclusivos

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O voluntariado

A voracidade das transformações que as sociedades têm sofrido nos últimos anos exigiu ao legislador que as fosse acompanhando por via de várias alterações profundas à respetiva legislação. Mas há áreas e matérias em que o legislador não o fez e o respetivo enquadramento legal está manifestamente desfasado da realidade atual. Uma dessas áreas é a do voluntariado. A lei publicada em 1998 é a mesma ao longo destes 20 anos, estando assim obsoleta perante a realidade atual.