Carlos Costa diz que pediu escusa de decisões sobre CGD a 6 de novembro

O governador do Banco de Portugal tinha indicado na passada sexta-feira que não irá tomar decisões decorrentes da auditoria da EY à CGD.

O Banco de Portugal informou na passada sexta-feira que o governador tinha pedido escusa das decisões do supervisor decorrentes das conclusões da auditoria especial da EY aos atos de gestão na Caixa Geral de Depósitos entre 2000 e 2015. Apesar de esse pedido apenas ter sido tornado público no final da semana passada, o governador esclarece agora que essa decisão tinha sido já tomada em novembro do ano passado.

"Em complemento do comunicado publicado em 8 de fevereiro 2019, o Governador esclarece que o pedido de escusa relativamente à participação em deliberações do Banco de Portugal sobre situações abrangidas pela auditoria da EY à CGD foi apresentado na ocasião da primeira deliberação tomada neste âmbito, em 6 de novembro de 2018, e nessa data aceite pelo Conselho de Administração", refere um esclarecimento de Carlos Costa colocado no site do Banco de Portugal.

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