Bruxelas quer reforçar normas de privacidade para WhatsApp e Skype

Bruxelas vai atualizar as regras das telecomunicações da União Europeia devido às ofertas semelhantes que o WhatsApp e o Skype têm em relação às operadoras de comunicação

A Comissão Europeia está a preparar uma reforma das normas europeias de telecomunicações para endurecer os requisitos de privacidade e confidencialidade que serviços como WhatsApp e Skype devem cumprir, disse esta terça-feira à Efe a instituição comunitária.

Bruxelas está já a trabalhar nas mudanças legislativas que serão apresentadas pela primeira vez em setembro, como adiantou ao Financial Times e confirmou hoje à Efe a porta-voz para o Mercado Único Digital, Nathalie Vandystadt.

"A Comissão está a trabalhar na atualização das regras de telecomunicações da União Europeia", afirmou a porta-voz, que acrescentou que Bruxelas vai dar este passo porque os denominados serviços de comunicação 'over-the-top' (OTT) '[que usam a Internet para oferecer aplicações de telefonia, vídeo e mensagens, sem serem operadoras de telecomunicações] como WhatsApp e Skype têm cada vez mais uma oferta semelhante aos dos operadores tradicionais.

Num setor dominado por empresas norte-americanas, a Comissão Europeia considera que é preciso analisar se "o alcance das regras atuais da UE tem de ser adaptado para garantir níveis adequados de proteção do consumidor, assim como assegurar que a legislação não leva a uma distorção da concorrência".

A próxima reforma das telecomunicações "deve incentivar e estimular um maior investimento privado em redes de nova geração, a previsibilidade legal e as condições adequadas de investimento para todos os operadores", acrescentou Vandystadt.

No início do mês, a Comissão Europeia tinha publicado os resultados preliminares de uma consulta pública sobre a revisão da diretiva ePrivacy, tendo a maioria dos participantes considerado necessária uma maior regulação específica da privacidade das comunicações eletrónicas.

A revisão desta diretiva é uma das iniciativas chave da estratégia do Mercado Único Digital com a qual Bruxelas pretende garantir o nível de proteção dos utilizadores e condições equitativas para todos os atores do mercado.

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