Bruxelas anuncia novas medidas de apoio a agricultores devido a seca

Os agricultores podem receber até 70% dos seus pagamentos diretos já em Outubro

A Comissão Europeia anunciou esta quinta-feira novas medidas de apoio aos agricultores para ajudar a minimizar as "graves dificuldades" provocadas pela vaga de seca que afetou a Europa no verão, designadamente ao nível da alimentação dos animais.

O executivo comunitário indicou que decidiu conceder derrogações suplementares "para permitir aos agricultores alimentar suficientemente os seus animais", com medidas para aumentar a disponibilidade dos recursos forrageiros para o gado, "que constitui um dos principais desafios com que se confrontam os agricultores na sequência da seca".

Entre as derrogações hoje apresentadas conta-se a possibilidade de considerar as culturas de inverno (normalmente semeadas no outono para a colheita e pastagem) como culturas intermédias, o que é proibido pelas regras em vigor, desde que sejam utilizadas para pastagem ou para forragem.

Bruxelas lembra que estas medidas contemplam o pacote de ações anunciado já no início do mês, quando a Comissão anunciou a antecipação dos pagamentos diretos aos agricultores para menorizarem o impacto das dificuldades causadas pela seca, uma decisão que vai ao encontro de um pedido feito pelo Governo português a Bruxelas.

O executivo comunitário esclareceu que os agricultores poderão receber antecipadamente em meados de outubro até 70% dos seus pagamentos diretos e até 85% de pagamentos a título do desenvolvimento rural.

Em 16 de julho, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, pedira à Comissão Europeia a antecipação, de dezembro para outubro, do pagamento das ajudas aos agricultores nos Açores, para fazerem face às dificuldades causadas pela seca.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

Os irados e o PAN

A TVI fez uma reportagem sobre um grupo de nome IRA, Intervenção e Resgate Animal. Retirados alguns erros na peça, como, por exemplo, tomar por sério um vídeo claramente satírico, mostra-se que estamos perante uma organização de justiceiros. Basta, aliás, ir à página deste grupo - que tem 136 000 seguidores - no Facebook para ter a confirmação inequívoca de que é um grupo de gente que despreza a lei e as instituições democráticas e que decidiu fazer aquilo que acha que é justiça pelas suas próprias mãos.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Falta (transparência) de financiamento na ciência

No início de 2018 foi apresentado em Portugal um relatório da OCDE sobre Ensino Superior e a Ciência. No diagnóstico feito à situação portuguesa conclui-se que é imperativa a necessidade de reformar e reorganizar a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de aumentar a sua capacidade de gestão estratégica e de afastar o risco de captura de financiamento por áreas ou grupos. Quase um ano depois, relativamente a estas medidas que se impunham, o governo nada fez.