Brexit vai obrigar turistas britânicos a pagarem roaming

Britânicos serão excluídos do acordo europeu que determina o fim do roaming em viagens para países membros

Os turistas britânicos terão de pagar tarifas de roaming quando viajarem para a União Europeia. A saída da União Europeia (UE) exclui o Reino Unido do acordo sobre o fim das tarifas das comunicações por telemóvel nos países membros, segundo o comité do parlamento europeu que ajudou a planear a medida.

A não ser que o governo britânico faça um acordo sobre as tarifas das comunicações móveis no estrangeiro, os cidadãos britânicos vão pagar um preço mais elevado do que os outros países a partir do momento em que deixarem a UE.

Um documento do comité para a indústria, investigação e energia do Parlamento Europeu explica que a "regulação No 531/2012 do roaming já não vai ser aplicada ao Reino Unido, afetando os negócios e os viajantes para e a partir do Reino Unido", segundo o Guardian, e que novos "acordos transitórios serão necessários".

A partir de 15 de junho, os cidadãos de países membros da UE vão poder "telefonar, mandar mensagens ou navegar na internet no telemóvel pelo mesmo preço que pagam em casa" enquanto viajam para outros estados membros.

A União Europeia chegou a um acordo informal sobre o preço máximo a retalho - que as operadoras podem cobrar umas às outras pelo 'roaming' - de 0,032 euros por minuto (em vez das atuais 0,05 euros) para as chamadas de voz em 'roaming' e de 0,01 euros (menos um cêntimo) para as mensagens escritas (SMS).

No que respeita ao uso de dados móveis está prevista uma redução progressiva dos atuais 50 euros por 'gigabyte' para os 7,7 euros por 'gigabyte' a partir de 15 de junho, para seis euros a partir de 01 de janeiro de 2018, 4,5 euros em 2019, 3,5 euros em 2020, três euros em 2021 e 2,5 euros em 2022.

Com Lusa

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