Brexit leva Panasonic a mudar sede europeia para a Holanda

Japonesa de eletrónica e eletrodomésticos muda-se por causa de eventuais questões fiscais com o Brexit

A Panasonic, empresa japonesa de eletrónica e eletrodomésticos, decidiu transferir a sua sede europeia na Grã-Bretanha para a Holanda, por causa de eventuais questões fiscais relacionadas com o Brexit, disse esta quinta-feira à AFP um porta-voz.

O presidente executivo da Panasonic Europe, Laurent Abadie, tinha afirmado essa intenção ao diário económico Nikkei.

A decisão decorre dos receios do Japão deixar de ver a Grã-Bretanha como um paraíso fiscal após o Brexit (saída da União Europeia) se Londres cortar drasticamente a taxa de imposto sobre as empresas que se mantenham no país, adiantou a mesma fonte.

Se este for o caso, a Panasonic poderá ser obrigada a pagar impostos às autoridades japonesas.

"Estamos a estudar há 15 meses a possibilidade de mudança", disse Abadie ao Nikkei.

Os receios da mobilidade de pessoas e bens também teveram um papel importante na decisão.

O Brexit já levou várias empresas japonesas, incluindo bancos como Mitsubishi UFJ Financial Group e Sumitomo Mitsui Financial Group, bem como as corretoras Nomura Holdings e Daiwa Securities, a decidir ou considerar a mudança das suas principais bases europeias para fora de Londres.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Almeida Moreira

Bolsonaro, curiosidade ou fúria

Perante um fenómeno que nos pareça ultrajante podemos ter uma de duas atitudes: ficar furiosos ou curiosos. Como a fúria é o menos produtivo dos sentimentos, optemos por experimentar curiosidade pela ascensão de Jair Bolsonaro, o candidato de extrema-direita do PSL em quem um em cada três eleitores brasileiros vota, segundo sondagem de segunda-feira do banco BTG Pactual e do Instituto FSB, apesar do seu passado (e presente) machista, xenófobo e homofóbico.

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.