Bolsas de formação para mudar a vida a desempregados no orçamento participativo

O Instituto Superior Técnico, a Beta i, a Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa e a Invest Lisboa querem levar o projeto a candidatura ao Orçamento Participativo de Lisboa já em fase de votação

O objetivo é reconverter profissionalmente jovens adultos desempregados, direcionando-os para uma área onde há enorme procura, quer em Portugal quer no resto da Europa. E uma daquelas em que há maior carência de profissionais é a programação informática: faltam 500 mil programadores no mercado de trabalho europeu.

Apesar da progressiva recuperação, a taxa de desemprego mantém-se na ordem do 10%, sendo a taxa de desemprego jovem (cerca de 28%) ainda uma verdadeira catástrofe em Portugal. É para combater estes números que o Instituto Superior Técnico, a Beta i, a Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa e a Invest Lisboa se juntam para elaborar um projeto de bolsas de formação em programação, que planeiam levar em forma de candidatura ao Orçamento Participativo de Lisboa já em fase de votação.

A formação nesta área da programação, deficitária no mercado de trabalho, garante empregabilidade transversalmente porque todos os setores necessitam de profissionais com competências em programação. A formação de programadores promove também o empreendedorismo porque faculta uma excelente ferramenta para desenvolver novos negócios usando a internet como plataforma de venda de produtos e serviços em todo o mundo. E ainda ajuda a atrair empresas para Lisboa, sendo cada vez mais importante a existência de recursos humanos preparados para dar resposta às solicitações do mercado e o mercado está a pedir programadores.

A iniciativa da CML dá a possibilidade aos cidadãos de Lisboa de escolherem os projetos a implementar pela Câmara e para pôr de pé este projeto são necessários 500 mil euros.

O projeto nº 97 prevê a criação de mecanismos de formação rápida de programadores que faculta a reconversão profissional de adultos desempregados e uma especialização para jovens sem emprego e estudantes. As ações de formação deverão ser realizadas em locais a definir e em instalações adequadas, designadamente instituições de ensino primário, secundário e superior que tenham capacidade não utilizada (eventualmente em horários pós-laborais). Os formandos são a população estudantil de Lisboa, a partir do 10º Ano de escolaridade e desempregados residentes, no Concelho de Lisboa.

Para votar no projeto de Formação em Programação no Orçamento Participativo de Lisboa basta enviar um SMS grátis para o nº 4310 e escrever 97 ou votar online, até dia 20 de novembro.

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