BCP estima saída de mais de 100 trabalhadores este ano

Redução do pessoal está em linha com a ocorrida no ano passado, quando saíram 126 pessoas do banco

Mais de 120 trabalhadores saíram do BCP em 2016 na atividade em Portugal, divulgou hoje o presidente do banco, estimando que este ano as saídas de pessoal sejam da mesma dimensão.

"No nosso plano não há qualquer reforço extraordinário [quanto a saídas de pessoal], será o corrente, o normal, 100 pessoas ou 120 (...). Não está previsto nada de extraordinário", disse hoje Nuno Amado em conferência de imprensa, em Lisboa, afirmando que não há qualquer programa específico previsto para redução de efetivos, mas que o banco prevê continuar a fazer rescisões por mútuo acordo.

O BCP fechou 2016 com 7.333 trabalhadores em Portugal, uma redução de 126 face aos 7.459 que tinha no final de 2015.

Já na atividade internacional, a redução foi de 1.250 trabalhadores para 8.474 em 31 de dezembro de 2016, mas aqui há a referir que desde o ano passado que a atividade em Angola foi excluída do perímetro do BCP. O BCP fez a fusão do Banco Millennium Angola com Banco Privado Atlântico, tendo agora cerca de 20% na nova entidade.

O BCP informou hoje que registou um resultado líquido de 23,9 milhões de euros no ano passado, um recuo de 89,8% face ao lucro de 235,3 milhões de euros em 2015.

"Foi um resultado no ano marginalmente positivo, com um quarto trimestre bastante mais favorável do que nos trimestres anteriores", realçou o presidente do BCP, Nuno Amado, na conferência de imprensa.

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

"Corta!", dizem os Diáconos Remédios da vida

É muito irónico Plácido Domingo já não cantar a 6 de setembro na Ópera de São Francisco. Nove mulheres, todas adultas, todas livres, acusaram-no agora de assédios antigos, quando já elas eram todas maiores e livres. Não houve nenhuma acusação, nem judicial nem policial, só uma afirmação em tom de denúncia. O tenor lançou-lhes o seu maior charme, a voz, acrescida de ter acontecido quando ele era mais magro e ter menos cãs na barba - só isso, e que já é muito (e digo de longe, ouvido e visto da plateia) -, lançou, foi aceite por umas senhoras, recusado por outras, mas agora com todas a revelar ter havido em cada caso uma pressão por parte dele. O âmago do assunto é no fundo uma das constantes, a maior delas, daquilo que as óperas falam: o amor (em todas as suas vertentes).

Premium

Crónica de Televisão

Os índices dos níveis da cadência da normalidade

À medida que o primeiro dia da crise energética se aproximava, várias dúvidas assaltavam o espírito de todos os portugueses. Os canais de notícias continuariam a ter meios para fazer directos em estações de serviço semidesertas? Os circuitos de distribuição de vox pop seriam afectados? A língua portuguesa resistiria ao ataque concertado de dezenas de repórteres exaustos - a misturar metáforas, mutilar lugares-comuns ou a começar cada frase com a palavra "efectivamente"?