BCP passa de lucro para prejuízo de 251 milhões nos primeiros nove meses do ano

Presidente atribui maus resultados a "dotações extraordinárias" para a "carteira de imparidades"

O BCP registou um resultado líquido negativo de 251,1 milhões de euros entre janeiro e setembro, que compara com o lucro de 264,5 milhões de euros em igual período do ano passado.

"Os resultados contabilísticos foram muito afetados pelas dotações extraordinárias que fizemos para a carteira de imparidades. Trata-se de itens não habituais e não recorrentes", salientou o presidente Nuno Amado durante a conferência de imprensa de apresentação das contas, em Oeiras.

Em causa está a contabilização de 100 milhões de imparidades de crédito adicionais no terceiro trimestre em Portugal, perfazendo um total de 400 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano.

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Maria do Rosário Pedreira

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No tempo em que se punha pimenta na língua dos meninos que diziam asneiras, estudar Gil Vicente era uma lufada de ar fresco: ultrapassados os obstáculos iniciais daquela língua com borrifos de castelhano, sabia bem poder ler em voz alta numa aula coisas como "caganeira" e soltar outras tantas inconveniências pela voz das personagens. Foi, aliás, com o mestre do teatro em Portugal que aprendi a vestir a pele do outro: ao interpretar numa peça da escola uma das suas alcoviteiras, eu - que detesto arranjinhos, leva-e-traz e coscuvilhice - tive de esquecer tudo isso para emprestar credibilidade à minha Lianor Vaz. E talvez um bom actor seja justamente o que consegue despir-se de si mesmo e transformar-se, se necessário, no seu avesso. Na época que me coube viver, tive, aliás, o privilégio de assistir ao desempenho de actores geniais que souberam sempre ser outros (e o outro) a cada nova personagem.