Banco Central Europeu estuda como acabar com as notas de 500

A medida serviria para combater a lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas

O Banco Central Europeu (BCE) está a estudar a melhor estratégia para acabar com as notas de 500 euros. Mario Draghi, líder da instituição, anunciou esta semana no Parlamento Europeu que a decisão está a ser estudada para tentar lutar contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

"Estamos decididos a que a produção de dinheiro não proporcione benefícios nenhuns para os criminosos", disse Draghi, citado pelo jornal espanhol El País. A decisão de acabar com as notas de 500 euros ainda não é oficial, e precisará de aprovação da maioria do Conselho de Governo do BCE, composto pelos seis membros do seu conselho executivo e pelos 19 governadores dos bancos centrais da zona euro.

Fontes do BCE que falaram ao El País disseram que a decisão final sobre as notas de 500 euros pode chegar nas próximas semanas. Mas o processo não será fácil em termos logísticos - há cerca de 614 milhões de notas de 500 euros em circulação, somando certa de 300 mil milhões de euros. Cerca de 25 por cento delas estão em países que não pertencem à moeda única.

Alguns, como o governador do banco central alemão, o Bundesbank, são contra a medida por acreditarem que seria ineficaz no combate ao crime. "Acham mesmo que não vai haver atividades ilegais por não haver notas de 500 euros?", disse recentemente Jens Weidmann numa entrevista a um jornal alemão citado pelo El País.

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