6 milhões de euros para modernizar sistemas das portas das carruagens do Metro

O Governo autorizou o Metropolitano de Lisboa a adquirir também sete novas composições

O Governo autorizou seis milhões de euros para o Metro de Lisboa adquirir e instalar um sistema de acionamento elétrico para as portas das carruagens, segundo a portaria publicada esta segunda-feira em Diário da República.

De acordo com a portaria, assinada pelos gabinetes do ministro do Ambiente e do secretário de Estado do Orçamento, o valor global dos encargos relativo ao contrato "Prestação de serviços para aquisição e instalação de um sistema de acionamento elétrico para as portas de passageiros do material circulante", com prazo previsto de execução de 36 meses, será repartido por cinco anos.

Para 2018 vai ser destinado um milhão de euros, e 1.260.162,60 euros para os anos seguintes até 2021, enquanto para 2022 a verba é de 1.219.512,20 euros, aos quais acresce IVA à taxa legal em vigor.

Segundo a portaria, o montante fixado para os anos económicos de 2019, 2020, 2021 e 2022 poderá ser acrescido do saldo apurado no ano anterior.

Na sexta-feira passada, o Governo autorizou o Metropolitano de Lisboa a adquirir sete novas composições e a modernizar os sistemas de sinalização e segurança, num investimento de 210 milhões de euros.

O anúncio foi feito pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, na Assembleia da República, durante uma audição sobre o plano de expansão do Metropolitano de Lisboa e a situação das ligações fluviais com Lisboa, e resultou de um conjunto de resoluções aprovadas nesse dia em Conselho de Ministros.

Relativamente à aquisição das sete composições (14 unidades triplas), João Matos Fernandes referiu que se trata de um investimento de 110 milhões de euros e que o concurso será lançado em julho.

Já o novo sistema de sinalização e segurança será aplicado nas linhas azul, amarela e verde, e representa um investimento de 100 milhões de euros.

Ambas as medidas serão financiadas pelo Fundo Ambiental, segundo o ministro do Ambiente.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.

Premium

Rogério Casanova

Três mil anos de pesca e praia

Parecem cagalhões... Tudo podre, caralho... A minha sanita depois de eu cagar é mais limpa do que isto!" Foi com esta retórica inspiradora - uma montagem de excertos poéticos da primeira edição - que começou a nova temporada de Pesadelo na Cozinha (TVI), versão nacional da franchise Kitchen Nightmares, um dos pontos altos dessa heroica vaga de programas televisivos do início do século, baseados na criativa destruição psicológica de pessoas sem qualquer jeito para fazer aquilo que desejavam fazer - um riquíssimo filão que nos legou relíquias culturais como Gordon Ramsay, Simon Cowell, Moura dos Santos e o futuro Presidente dos Estados Unidos. O formato em apreço é de uma elegante simplicidade: um restaurante em dificuldades pede ajuda a um reputado chefe de cozinha, que aparece no estabelecimento, renova o equipamento e insulta filantropicamente todo o pessoal, num esforço generoso para protelar a inevitável falência durante seis meses, enquanto várias câmaras trémulas o filmam a arremessar frigideiras pela janela ou a pronunciar aos gritos o nome de vários legumes.