Autoridades investigam Apple por pressão ilegal sobre a Yahoo Japão

Em causa está a suspeita de pressão para Yahoo abandonar uma plataforma de jogos que concorre com a Apple Store

A Comissão de Comércio Justo e o Ministério da Indústria japoneses estão a investigar a Apple por supostamente ter pressionado a Yahoo Japão a abandonar uma plataforma de jogos que concorre com a App Store, noticiou esta quinta-feira o jornal Nikkei.

A Yahoo informou os reguladores japoneses pela primeira vez no final de 2017 sobre os problemas relacionados com a plataforma online Game Plus, um serviço exclusivo daquele país lançado em julho do ano passado e que permite aos utilizadores jogar sem baixar aplicações.

Cinquenta empresas inicialmente aderiram ao projeto que a Yahoo pretendia expandir para outras áreas graças à sua rede de mais de 60 milhões de utilizadores ativos por mês, a partir dos quais recolheria uma série de dados para ajudar as editoras na comercialização.

A empresa, no entanto, cortou abruptamente o seu orçamento para a Game Plus no outono e quase abandonou as ações de promoção do serviço.

De acordo com o jornal Nikkei, a Yahoo disse a vários parceiros de negócios que foi forçada a abandonar a plataforma devido a pressões da Apple, da qual depende para obter parte de seus lucros com vendas feitas através da App Store.

A empresa de tecnologia norte-americana teria visto na plataforma da Yahoo uma ameaça para a rede de fornecedores e anunciantes que tem na sua loja de aplicações.

A Comissão Japonesa de Comércio Justo tem reunido informações sobre as alegações, que acredita serem uma interferência da Apple nos negócios da Yahoo que violariam a lei antimonopólio daquele país asiático, indicou o jornal Nikkei.

Não é a primeira vez que a Apple é alvo de acusações similares. Em julho, a Comissão do Comércio Justo revelou que a Apple tinha forçado fornecedores de serviços móveis no Japão a vender os seus iPhone a baixo preço e a cobrar taxas mensais mais caras, limitando as opções dos consumidores e a concorrência.

A investigação sobre o caso da Yahoo é o mais recente exemplo do escrutínio que os reguladores japoneses têm sobre as quatro principais empresas de tecnologia norte-americanas: Apple, Google, Facebook e Amazon.

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